terça-feira, 15 de junho de 2010

DIVERSIDADE DOS SERES VIVOS



Atividade acadêmica




Origem das Espécies

Charles Darwin


                                                           Resumo: Capitulo I

                                                                        Por

                                                     Manoel Fernando dos Santos



                                                   Variação no Estado Doméstico





Esse capitulo vai tratar a variabilidade do organismos em ambientes doméstico, como também da sua esterilidade, muitas vezes mencionada pelo autor, como resultado do manejo no processo de domesticação. Em suas observações acreditava que os organismos, seja animal ou vegetal em ambiente doméstico são mais suscetíveis a variação, entre si, em comparação ao organismos em seu estado selvagem. No entanto implica dizer, que, a hereditariedade sofre ação direta quanto a aplicação, ou, mesmo a falta de determinada condição de vida. Como por exemplo a alimentação, ausência ou mesmo a intensificação da luz, e o clima. É importante ressaltar a vulnerabilidade do organismo vegetal a essas variações, em grau muito mais aguçado, que em relação a organismo animal. Mais é notório a dificuldade de reprodução de ambos em cativeiro, não importando o seu tempo de confinamento.


A variação referida por Darwin nada mais é que o conceito de mutabilidade, assim tratada pela biologia moderna. Fica fácil perceber de seu empenho na questão da hereditariedade, ver-se notadamente uma compreensão leiga. O autor me parece, não ter tido conhecimento da lei de Mendel, a publicação de sua obra datada de 1859. Isso significa dizer que foram seis anos antes da publicação da obra de Mendel, 1865. Seu conteúdo foi ignorado e tomou importância pela comunidade cientifica partir do século XX. Mais a sensibilidade de Darwin aponta um desvio, a qual ele chama de estrutural hereditário, que é quando um organismo atual se diferencia do seu ancestral, mesmo que se acentue ai um grau reduzido. Sua perspicácia e observação neste contexto da seleção natural ao afirmar que o processo natural não ocorre somente a conversão na variação, mais também a reversão de caracteres. Alguns tratados como, do Dr. Prosper Lucas e outros registros, foram objeto de investigação na construção da teoria. Assim através de associações, apontar peculiaridades nas espécies, e tentar para as vantagem nas variações. Denota também neste capitulo um grande importância a referência de capacidade seletiva humana. Segundo sua percepção um manejo realizado por um individuo de baixo poder aquisitivo, os organismos teriam poucas chances de melhoramento genético. Dê acordo com seus argumentos, estariam em condições desfavorável, quanto a alimentação neste caso precária, de se reproduzirem livremente, assim segundo seu ponto de vista, ficaria prejudicada a qualidade seletiva.


Pela primeira vez no “capitulo um” da pagina 58, subtítulo “seleção,” percebo uma afirmativa contundente de Darwin, a cerca da seleção natural. Seus vocábulos não versa agora de maneira hipotética, o cientista baliza suas afirmações com experimentos e não só na expectativa de comparações. Agora mostra exemplos e coleta testemunhos de criadores, além de fazer referencia aos tratados sobre o assunto.


Ao mesmo tempo se preocupa na sua exposição em relação a analise de organismo, seja, de animais ou vegetais, no sentido da definição de seus descendentes. Para melhor estabelecer, se tais organismos são oriundos de uma, ou de uma contagem cronológica de varias espécies. Em seu apanhado dos fatos existe um corrente que defendem um origem múltipla, aguça sua investigação nos registros presentes no Egito um a servo de gravuras, que mostra um numero diversificado de espécimes, que vão se a semelhar com espécime atuais. Suas observações são de opinião oscilantes, ora julga que determinado organismos domésticos como é o caso dos cães descendem de muitas espécies selvagens, mais adiante ele confirma sua hesitação na crença que os cavalos descendem de um único tronco ancestral. Ao passear pelo primeiro capitulo deste livro, lamento que nosso resumo tenha que dar preferência aos argumentos que julgo irrelevante, em razão de seguir as diretrizes imposta pelas normas do trabalho acadêmico. Mais fica subscrito meu protesto, entendendo que podíamos ser muito mais abrangente. Quando examinamos esse primeiro capitulo da “Origem das Espécie” e em particular todo arcabouço da teoria da variação no estado doméstico, podemos evidenciar uma simbiose, entre o pensamento de Darwin, e os resultados alcançados na biologia moderna.


                                          Resumo: Capítulo II Variação no Estado Nativo


Darwin continua na temática da variação. No meu entender essa é a espinha dorsal da teoria evolucionista. Ele portanto nesse capítulo vai afirmar que a diferença individuais são muito importante. E faz uma analogia da seleção imposta pela natureza, daquela estabelecida pelo homem, para o melhoramento genético dos animais em cativeiro. Mais as causas da variabilidade proposta por Darwin neste capitulo, não se limitará apenas nas conclusões proveniente da semelhança, agora suas observações irá ganhar um caráter fisiológico, que como ele mesmo fala, é considerado como secundário por naturalista de sua geração. Ressaltando a falta de empenho de pesquisadores, ao exame de órgãos interno. Faz critica a algumas publicações sobre o assunto, por reforçarem a idéia de que o organismos mais importante, ou seja, aqueles que consideramos vitais, não se dá a variabilidade. Na questão da variabilidade, podemos perceber o fascínio de Darwin pela morfologia.


Suscita uma discussão acerca da nomenclatura “Proteiformes ou Poliformes. É importante dizer que com esses gêneros ocorre uma quantidades considerável de variação, e em dado momento ironiza dizendo que dificilmente tais gêneros seria classificado por dois naturalista, por espécie ou como variedade, por terem opinião diferentes. Me parece ser muito clara a posição de Darwin, em relação a aplicação da classificação, e é possível pelo texto descrito pelo naturalista observar uma certa irritabilidade. Sua orientação é que na busca por resultados mais criteriosos, vale apenaMr. H.C. Watson, e a outros, que relacionaram tanto animais como vegetais, deixando de fora o que ele mesmo especifica como “forma duvidosa.” Uma vez que foram classificadas por botânicos e zoólogos como espécie, e outros por variedade. Como o objeto de estudo estar focado na variação no estado nativo, Darwin, ver como natural a ocorrência, porque neste momento não havia uma universalidade de classificação, estamos falando de áreas separadas. E por alguns eminentes era especificadas por “raças geográficas.” Ele também faz referencia a um autor alemão, que faz distinção ao carvalho em doze espécies. Mais que por outros da comunidade cientifica como variedades. E a discussão fica acirrada entre os estudiosos de botânica e aqueles privam seu conhecimento na prática. Portanto ainda não se tem convicção da linha divisória entre espécie, e aqueles que segundo Darwin, sofre variação dessa mesma espécie(subespécie). Por isso ele faz questão de frisar, da importância das diferenças individuais, mesmo que não suscite interesse aos taxonomistas. Para ele é de suma importância, ao julgar, ser ali, o alcance para a formação de variedades, o estagio inicial da “origem das espécies.” Ver-se que o autor deste livro, mesmo tatiando em terreno sombrio, tinha uma percepção bastante aguçada das coisas. Ao dimensionar um estágio primário para aquele dito superior, afirma que ocorre uma ação contínua, numa demanda de tempo longa. Ao mesmo tempo que aponta tais diferenças como sendo pequenas em comparação ao ancestral, e conclui que uma característica forte de uma variedade, possa ser uma espécie inicial. Mais ao mesmo tempo pondera e entrega a responsabilidades aos argumentos futuros, que serão disponibilizados em sua obra. A transição da variabilidade ou espécie inicial, em seu entendimento possivelmente na poderá elevar-se a categoria de espécie, em razão das mesmas serem extinto no estágio inicial. No que acredita também também da possibilidade de se manter como variedade por longo período de tempo. Darwin pela primeira vez faz referencia o que chama de “espécie dominante,” vocábulo utilizado para a aquelas espécies, cuja suas variedades são bem características, e que antes era por ele tratado por espécie incipiente. Afim de uma verificação mais criteriosa a cerca da teoria, ele investiga através da experimentação, separando grupos de plantas de doze território, e coleópteros de ambientes distintos, gêneros mais ricos de um lado e o mais pobre do outro. A manipulação dos gêneros, o faz chegar as seguintes conclusão: Que as espécie na verdade, são variedade características, e independente do local de formação, da quantidade elevada de organismos, o processo de variação é o mesmo, lenta e gradual. A falsa impressão de que a variabilidade é maior, estar na verdade condicionado, ao volume das populações. Isto me faz recorda, o que diz Fritjo Capra, em seu livro “O ponto de Mutação,” no capitulo nove. Veja! O que diz Capra: “Um organismo vivo é um sistema auto-organizador, o que significa que sua ordem em estrutura e função não é imposta pelo meio ambiente, mais estabelecida pelo próprio sistema.” Em dado momento parece que ambos falam de coisas distintas, mais dizem as mesmas coisas de maneira diferenciadas. Darwin conclui o capitulo II ao qual se refere á variedade no estado nativo, certo que as variedades possui, as significativas características das espécies, que se distingue apenas: formas afins intermediárias, e se tais formas se difere pouco, esta será classificada como variedade.


                                           Resumo: Capítulo III A luta Pela Existência


Me parece que este capitulo irá privar por um caráter mais discursivo, que propriamente técnico. Toda essa luta pela existência vai desembocar literalmente em um processo a qual Darwin irá chamar de “seleção natural.” Toda exposição no capitulo II do livro “Origem das Espécie,” em relação a variabilidade, que minunciosamente foi delineado, não admite contestação. Importa dizer que a variabilidade individual, sem considerar a irrelevância de classificação duvidosa para espécie, subespécie ou mesmo variedades.


Mais nossa questão principal no capitulo III, como o subtítulo mesmo coloca, como sendo uma luta pela existência. O autor fala do desconforto no trato deste assunto, por receio de não ser entendido e trafegar por pontos obscuros, alinhamento que parece bastante nítida em sua mente. E segue sua explanação numa linguagem metafórica, para se reportar a “diversidade de seres vivos.” Fala de sua dependência e de sua disponibilidade em gerar descendentes. Da luta de canídeos em momento de escassez de alimento, se enfrentam para se manter vivo. Da produção exagerada de semente, para que poucos organismo, atinja a maturidade. Segundo Darwin, existe uma competição por alimento, mais que existe também um corporativismo, em determinados reinos, até mesmo pra que haja uma proliferação de espécie. Mais sua ênfase maior é na importância com a competição, porque no seu entender, a competição regula o crescimento das populações, e isso não ocorre necessariamente entre indivíduo da mesma espécie, mais também entre indivíduos de uma outra espécie. Ele irá chamar esse estágio de “progressão geométrica.” Continuando sua peregrinação na luta pela existência, mantém suas justificativas na perspectiva, de melhor ilustrar e de maneira a tornar mais clara, para todos o que vai a sua mente. Aplicando a aritmética para reforçar sua teoria, utiliza estimativa dos organismos de gestação mais lentos e com apenas uma gestação por ano , chega a números espantosos, inconcebível, para o planeta se toda diversidade de seres vivos não respeitasse uma ordem natural. Registra o fato em que animais em estado selvagem, se multiplica exacerbadamente em curto espaço de tempo, duas ou três estações. Constatações para que não fique resguardados em dados teóricos. Após os exemplos que muito contribui para mostrar que o aumento populacional é muitas vezes mecanismo de um processo natural e que a natureza como diz santo Agostinho: “A natureza não se excede no supérfluo tanto quanto não é deficiente no necessário.”


Em dado momento percebe-se claramente que o autor do livro é tomado por uma certa inquietude, razão pela qual, a incerteza, não conseguir desvendar, qual seja o mecanismo que desencadeia a capacidade de regular o avanço das espécie se multiplicar. Usa argumentos lógicos para sua conjectura, afim de ilustrar, se utiliza de animais e vegetais. É óbvio que suas indagações não se limita somente nas espécies mais resistentes, mais também se os organismos são mais resistente por haver uma maior abundância de alimentos, ou mesmo a predação reduz a oferta, por entender que o ambiente estar em equilíbrio. Segundo o autor, o clima é fator preponderante na regulação média das espécies. Para ele os períodos de frio tenso, ou de tenso calor poderá servi de obstáculo para a elevação das populações, devido a escassez de alimento. O clima parece ser um componente a mais na luta pela sobrevivência, não algo determinante. Todavia, como já mencionamos acima o fato de ser o clima um estado, que irá reduzir a oferta de alimento. A busca por alimento fica mais acirrada, provocando confrontos entre animais da mesma espécies, ora de espécies diferentes com o mesmo apelo por alimento de sua cadeia alimentar. O autor vai abordando de maneira coerente as possíveis alterações, que o fator clima pode ocasionar, seja no calor intenso, ou mesmo na queda brusca de temperatura.


Com já aviamos abordado no capítulo anterior, e ele vai traçar novamente neste capítulo com maior riqueza de dados. Que existe uma relação de dependência entre os seres organizados, tanto dos hospedeiros quanto os parasitas, herbívoros, aves, quadrúpedes. Mais nada é mais violenta, quanto a luta travada pela sobrevivência com animais da mesma espécies. Ou no caso de vegetais, como ele mesmo exemplifica, como aqueles que melhor se adaptar ao solo, ao clima. Iram se sobressair das demais, produziram muito mais semente e conseqüêntemente serão mais férteis. Claro que Darwin continuará sua saga, na tentativa de melhor ilustrar seu ponto de vista. Mais como ele mesmo diz no final deste capítulo: Que precisamos é discernir e aprisionar na mente a idéia de que todo organismo buscam de maneira aguerrida, avolumar em proporção geométrica, mais que a soma de esforços, não é suficiente, pois para o equilíbrio, ocorre considerável seleção.


Resumo: Capítulo IV Seleção Natural


Eu poderia me utiliza de uma terminologia mais apropriada á uma compreensão de uma biologia contemporânea. Mais fazer isso seria fugir, e muito, da proximidade dos textos de Darwin. Muito embora percebe-se que neste capitulo IV, em que Darwin ira versar acerca da seleção natural, algo que ele introduz superficialmente, no capitulo anterior como ele mesmo diz. A linguagem da biologia moderna se aproxima e muito dos textos de Darwin. No capitulo IV da pagina 94, ele faz ponderações pertinentes, com relação aquela seleção feita pelo homem, em comparação com aquele que ele observará na natureza. Conjectura de maneira a pontuar os princípios, que iram nortear toda a filosofia teórica da seleção natural. Vai falar de variabilidade úteis, que como entendemos hoje, seria aquela que a natureza condiciona o organismo para que, melhor se apresente nos desafios da vida. E aquela chamada por ele de variação nociva, que segundo ele, são eliminadas pelas variações úteis. Fica assim construído o arcabouço da seleção natural. Pois bem mais adiante ele vai traçar comparações e tratar o que chamamos hoje de especiação alopátrica, onde o organismo da mesma espécie são separados por barreiras geográficas. Não havendo troca de fluxo gênico, a seleção atuaria neste organismo de forma diferenciada, o ambiente lhes faria exigência distintas. Ele continua em sua linha de raciocínio apontando a diferença entre aquela seleção feita pelo homem, que visa o bem estar próprio, para aquele em que a natureza realiza, que faz, em beneficio do individuo. Darwin aguça nossa curiosidade quando vai tratar da seleção sexual, utilizando os moldes da seleção natural. E diz de um começo de seleção natural, quando o macho visa cupular com a fêmea. Neste embate com o outro macho na disputa pela fêmea, ocorre uma seleção natural, pois o macho vencedor hipoteticamente é o mais forte, assim sendo os seus descendentes seria mais habilitado. E o autor da origem das espécies, coloca como exposição alguns exemplos, que muito deles parece fazer muito sentido em outros nem tanto, chegando mesmo ter uma certa conotação infantil. Mais podemos afirmar que existe uma lógica em seu raciocínio, com intuito claro de mostra a eficácia de sua teoria, busca exemplificar a ação da seleção natural, fazendo uma comparação entre lobos, trafegando por comparações, seja, no reino animal, seja, em reino vegetal.


Resumo: Capítulo V Leis da Variação


Novamente neste capitulo Darwin volta ao tema da variabilidade, mais com o firma proposito de fincar estaca, no que tange as leis que rege esse complexo mecanismo. Uma observação interessante é que ele afirma, haver uma pré-disposição a variação dos organismos em estado domésticos, em detrimento daquele que vive em estado selvagem. Como é de praxe, é óbvio que o autor apresenta diversos exemplo, ainda com a possibilidade de estender e muito além daqueles que já foram citados. No efeito do uso e desuso, ele atribui a hereditariedade, aquelas partes em uso do corpo, como também aquelas que ira atrofiar por uma falta constante do seu uso. Mais sua observação cabe somente aqueles que são de manejo domésticos, porque segundo ele os organismos em estado selvagem, existe existe a possibilidade no conhecimento de sua ancestralidade. Para Darwin algumas modificações, é capaz que na busca por justificativas, tenha concluído ao desuso, como sendo principio da seleção natural. Na a aclimação com relação as plantas, floração, abundância de água da chuva, agindo de forma favorável na germinação da semente, o tempo de descanso, segundo Darwin esses fatores climático, são hábitos hereditários nas plantas. Versa também que existe um grau de adaptabilidade dos organismos ao clima a qual estar ambientada, podendo ser deverás exagerada. Na correlação de crescimento ele vai atribui ao organismo a simultaneidade, quando esse mesmo organismo sofre variação em qualquer parte do corpo acionada acumulativamente pelo o mecanismo de uma seleção natural. Fala de algo bastante interessante, quando fala que a seleção natural irá lograr êxito durante sua jornada, se precavendo do desgaste no que tange a perda ou mesmo a redução do órgão, a medida que ele possa ser descartado, sem que isso, de qualquer maneira apresente desenvolvimento em alguma parte. Segundo Darwin, quando uma variação ocorre em uma parte, elevando a espécie de maneira excepcional, e ser assim comparamos sua variação com os demais organismos de espécies iguais, iremos perceber que esse organismo, vem acumulando variação da época que esse organismo se separou de seu tronco ancestral. Que as variações embora significativa, conservaria aspectos análogas, dando a idéia mesmo que longo período de variação, ainda preserva elos no distanciamento. O que eleva a minha admiração ao cientista, é a consciência de sua profunda ignorância. Em momento algum este este extraordinário cientista faz qualquer afirmação, suas posições traféga, entre comparações, duvidas e suposições. A biologia atribui a ele algo que nunca afirmou, mais precisamente os Darwinistas, que não privaram sua sua leitura com devido cuidado.








Bibliografia: Origem das Espécies


                                  Charles Darwin, 1809-1882


                                  Tradução: Eugênio Amado


                                  Editora: Itatiaia - 2002












sexta-feira, 2 de abril de 2010

Contemporaneidade Depressiva



O essencial para felicidade é nossa condição íntima e dela somos senhores.” O filosofo grego Epicuro, ao fazer tal afirmação parece-me bastante seguro, quanto à capacidade do ser humano de gerir felicidade, independente de situações desfavoráveis ou não. Vejo-me propenso a prosseguir nessa linha de pensamento com relação à depressão. Peço licença aos leitores de ciência e religião para darmos continuidade ao tema, por entender, ser esse assunto muito amplo e de muitas crenças conceituais. Na gênesis da depressão fincamos estacas no objetivo de apontar o surgimento da anomalia. Porquanto verificamos a alforria do homem teológico, quando esse rompe com a submissão e o poder tutelar, e renasce biologicamente. Em vista disso, inclino-me no resgate da contemporaneidade, com intuito de radiografar os pontos sensíveis da patologia. O estado de depressão não é peculiar aos seres humanos, mais a reação depressiva são precipitantes comuns de causas externas. A perda de uma pessoa amada, desapontamento no amor, fracasso, esses e alguns outros fatores produzem uma resposta emocional equivalente. Os depressivos normalmente são visto como aqueles capazes de se relacionar simpaticamente e até falar de seu sentimento para demonstrar confiança. Parece-me isso uma faceta da mente depressiva, na realidade destaca-se uma forte tendência para a abnegação. Importa que eu dedique mais amor ao outro que a mim mesmo. Isso pode ser deverás perigoso, em razão de uma confusão emocional levando o depressivo em dado momento sentir pena de si mesmo. Quando nos dispomos à forma uma opinião sobre a causação de um estado patológico como a depressão é importante deixar claro que a ferramenta de investigação é anamnésica. A pessoa sujeita às reações tem certa dificuldade nas relações pessoais, porque geralmente buscam receber do outro aquilo que não recebeu em sua infância. Mais, contudo não se dá a ações violenta ou mesmo ao ódio contra os que nutri amor, com medo de privar-se da afeição que viesse a receber deles. Julga-se parcialmente digna de amor, mais impõem a si mesmo um comportamento, de só receber se mantiver a condição de boas e submissas. Podemos afirmar que a reação depressiva pode ser deflagrada, não só por perdas e fracassos no relacionamento pessoal, mais por alterações bioquímicas do copo, como por exemplo, a menopausa, infecções gripais, ou sociais como depressão provocada por fatores econômicos. Essa suscetibilidade influencia e atua em personalidade de vulnerabilidade acentuada, e que não são consideradas inteiramente responsáveis.
Transcrevo a abaixo o trecho de uma carta escrita por uma atriz de teatro, cinema e televisão; a qual me reserva o direto de não mencionar o nome, por entender que sua contribuição neste artigo é de caráter cientifico. Declino-me em respeito aos familiares e amigos, muito embora seu conteúdo tenha vindo a publico com o consentimento da família. Os nomes e instituições mencionados nos trechos da carta, também foram retirados, com o único intuito de preservar e dá ênfase o objeto de nosso interesse:
"Não chorem, não sofram, eu estou ABSOLUTAMENTE FELIZ! Era tudo o que eu queria: ter paz eterna com meu Deus e, se possível, com minha mãe. Eu não me suicidei, eu parti para junto de Deus. Fiquem cientes que não bebo e não uso drogas, eu decidi que já fiz tudo que podia fazer nessa vida. Tive uma vida linda, conheci o mundo, vivi em cidades maravilhosas, tive uma família digna e conceituada em Esteio, brilhei na minha carreira, ganhei muito dinheiro e ajudei muita gente com ele. Realmente não soube administrá-lo e fui ludibriada por pessoas de má fé várias vezes, mas sempre renasci como uma fênix que sou e sempre fiquei bem de novo. Aliás, eu nunca me importei com o ter. Bom, tem muito mais sobre a minha vida, isso é só para verem como não sou covarde não, fui uma guerreira, mas cansei. É preciso coragem para deixar esta vida. Saibam todos que tiverem conhecimento desse documento que não estou desistindo da vida, estou em busca de Deus. Não é por falta de dinheiro, pois com o que tenho posso morar aqui, em Floripa ou no Sul. Mas acontece que eu não quero mais morar em lugar nenhum. Eu não quero envelhecer e sofrer. Eu vi minha mãe sofrer até a morte e não quero isso para mim. Eu quero paz! Estou cansada, cansada de cabeça! Não agüento mais pensar, pagar contas, resolver problemas... Vocês dirão: Todos vivem! Mas eu decidi que posso parar com isso, ser feliz, porque sei que Deus me perdoará e me aceitará como uma filha bondosa e generosa que sempre fui.
Aos meus fãs verdadeiros; aos jornalistas imparciais; Desculpe a quem eu esqueci, a vida foi muito mais maravilhosa do que sofrida para mim. Obrigado Jesus, Nossa Senhora e meu Deus, perdoem-me e recebem-me como a filha honesta e bondosa que sempre procurei ser! Fiquem com Deus, todos!
Se existe sentimento maior que o amor, eu desconheço!"
Na verdade, a situação analítica estar justamente no afloramento da emoção depressiva que aponta como alvo o estado que se encontra o depressivo. Ela não pensa em suicidar-se, mas matar as condições que suas emoções lhe impõem. É sabido pela psicanálise: “Que os processos mentais são automaticamente regulados pelo o principio do prazer,” O depressivo frustra essa percepção dizendo a si mesmo que não é digno, ou mesmo que já tenha chegado ao limite do seu estoque de prazer. Seu estado é de resignação, muitas vezes estimulado por um cristianismo destorcido, de uma teologia equivocada. A consciência é a de que o ser supremo maior e autor da existência humana não se importariam com a rejeição da vida que lhe foi presenteada. Na verdade o doente depressivo estar tão condicionando a autocomiseração que tem a convicção da aprovação divina do suicídio a ser praticado. Experimenta um estado de confusão que a depressão é acompanhada por uma grande inibição do impulso agressivo. Ele é o sujeito da ação, e o objeto de sua própria agressividade. Nesse caso ao invés de se posicionar como filha empenhada no cuidado da mãe, se pune e se comporta feito criminoso, como se estivesse ao seu alcance o poder de livrar a mãe do sofrimento, a sensação de impotência a fragiliza muito mais, trazendo a memória como penitencia e ato de juízo. Por tudo acalenta idéias de suicídio, se julgando uma pessoa não merecedora de tudo que a vida lhe proporcionou, não almejando vislumbrar para os fins de seus dias, aquilo que presenciará a mãe passar. Falar de um universo que desconhecemos e que não podemos palmear, e ainda julgamos senhoril desta condição nada mais é que assistimos o caos da condição humana pela transparência do vidro da janela. Sei que a frase que nós iniciamos o texto não passa de uma licença poética e que o poder que temos é de tentamos discernir pela investigação cientifica, quando nos posicionamos como espectadores da vida. Ou quando pela força da fé compreendemos que os desígnios de Deus são o suficientemente necessário a felicidade.




sábado, 13 de março de 2010

A gênesis da Depressão


Para qualquer direção a que voltemos o olhar, vemos a depressão como sendo um mal do homem moderno, obstante ao mediatismo, constrange o homem e imerso, se julga perdido da amplitude das coisas. Há quem cometa esse anacronismo e considere os dias atuais responsáveis e autor principal da bactéria que corrói a alma humana. Nessa crença projetamos para o interior de nós mesmos uma intelecção do que acontece, como sendo forma acabada, e assim sendo nos afastamos para longe do nascedouro, quando deveríamos acolher-nos na contemplação das causas dos argumentos subjetivos e perceber que somos incapazes de lidar com as nossas emoções. Mais não é exagero afirma que a raiz, ou seja, que a depressão tem origem na mutação do homem teológico, que entorpecido pela conveniência manipuladora que o impulsionará a mais miserável degradação, a medida que rompe relação com seu criador. A causa eficiente consiste na transcrição simbólica de nossa vontade de poder, e a resposta prévia que servirá de roteiro as subseqüentes considerações, é a seguinte: A gênesis depressiva, estar na metamorfose do homem teológico em homem biológico. Esta é a razão de todos os males, e motivo do seu vazio existencial, sua fragilidade se acentua a medida que não consegue ser um com seu criador, a criatura experimenta sensações deletéria, inclusive a escuridão em sua alma. Para mostrar ao nosso leitor que a depressão não é uma circunstância temporal, recorremos a alguns textos bíblicos onde seus personagens apresentam sintomas de profunda depressão.

MOISES - E disse Moisés ao SENHOR: Por que fizeste mal a teu servo, e por que não achei graça aos teus olhos, visto que puseste sobre mim o cargo de todo este povo? Concebi eu porventura todo este povo? Dei-o eu à luz? para que me dissesses: leva-o ao teu colo, como a ama leva a criança que mama, à terra que juraste a seus pais? De onde teria eu carne para dar a todo este povo? Porquanto contra mim choram, dizendo: Dá-nos carne a comer; Eu só não posso levar a todo este povo, porque muito pesado é para mim. E se assim fazes comigo, mata-me, peço-te, se tenho achado graça aos teus olhos, e não me deixes ver o meu mal. Números 11.11-15
ELIAS - Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais. 1 Reis 19.4
DAVI - A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus? As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, enquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus? Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão. Fui com eles à casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava. Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face. O meu Deus, dentro de mim a minha alma está abatida; por isso lembro-me de ti desde a terra do Jordão, e desde os hermonitas, desde o pequeno monte. Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim. Contudo o SENHOR mandará a sua misericórdia de dia, e de noite a sua canção estará comigo, uma oração ao Deus da minha vida. Direi a Deus, minha rocha: Por que te esqueceste de mim? Por que ando lamentando por causa da opressão do inimigo? Com ferida mortal em meus ossos me afrontam os meus adversários, quando todo dia me dizem: Onde está o teu Deus? Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face, e o meu Deus. Salmos 42.2-11
Em termos clínico percebe-se a escuridão emocional na vida desses personagem. Uma dependência Psicoteológica* instalada como um paradoxo no sentido dualista do homem biológico. Esse dualismo metafisico nada mais é que a complexidade de sua existência, em dado momento se apresenta como substância inorgânica transcendental, em outro como efémera matéria. Razão pelo qual o homem biológico perdido em sua identidade, e se encontrando, ora criatura, ora criador.

Psicoteológica * Trata – se de um neologismo que o autor Manoel F. Santo utiliza para especificar a necessidade psicológica que o homem tem de Deus.




terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

DESUMANA PEDOFILIA

Podíamos iniciar nosso artigo com uma pergunta, mais seria pretensioso de mais, julgamos capazes de dar uma resposta, que seja suficiente, para aplacar a indignação de qualquer ser humano, que possua um mínimo de sentimento. Portanto este extenso prólogo tem como objetivo alertar os papais e mamães, de meninos e meninas, quanto à natureza do pedófilo. O objetivo é o de expor alguns dados psicológicos e sociológicos desta prática. A fim de descrever claramente e com provável precisão, repotemos-nos ao seu processo sintomático. Situado nas fronteiras obscuras, entre a doença e o crime, a pedofilia foi sem sombras de duvidas, uma das patologia mais difícil de ser catalogadas. Para alguns estudiosos este distúrbios estar associado com experiências de abusos sexuais vividas na infância do agressor. Uma vez que a maior parte dos pedófilos apresenta em seus relatos de anamnési, como sendo vitima de abusos sexuais na infância. Mais tais conclusões, de que os assaltos sexuais a crianças pequenas, ou seja, antes da puberdade, não teria importância etiológica, porque acontece a pessoas não desenvolvidas sexualmente, o que se afirma é que, não são as próprias experiências que agem traumaticamente, mais o seu reviver como lembrança na maturidade sexual. É bom deixar claro que são também pedófilos, não só aqueles que mostram interesse por crianças impúberes, mais também os que mostram preferência erótica pronunciados a adolescentes. Existem casos de pedófilos heterossexuais casados, contrariando a perspectivas de alguns Psiquiatras, que se inclina na possibilidade de que são incapazes de uma satisfação no relacionamento adulto. A explicação mais viável é que a insatisfação se apresenta em níveis afetivos profundos, inconsciente. Freud desenvolveu algumas idéias, norteando de forma cabal o pensamento da psiquiatria moderna. Concluiu nessa atmosfera que o pedófilo possivelmente se sinta inseguro diante de uma mulher adulta e todo seu envolvimento traduziria a figura repressiva materna, sendo o sexo nessa condição mola mestre neste conflito humano, trazendo para esse individuo um sentimento de culpa, um desejo pecaminoso. Enquanto que diante de uma criança ou mesmo de um adolescente se sentiria seguro, devido sua superioridade física e psicológica. Em um estagio psicossexual notadamente desenvolvido, tira proveito desta superioridade para estimular criança e adolescente, e assim obter satisfação sexual. Uma pratica imposta pela violência física, por ameaça ou mesmo pela indução de sua vontade. É possível a modalidade da pratica, sem que configure o contato sexual (voyeurismo, exibicionismo), ainda os tipos de atos com ou sem penetração. Entender este processo do ponto de vista médico é enxergar como deficiência a incapacidade de uma afirmação germinal do indivíduo no processo de separação do cordão umbilical. Haja vista que no momento do nascimento, esse ser é uma identidade, separada da mãe e com sua individualidade própria. Mesmo indefeso e dependente, este ser tem dentro de si, a extensão de sua individualidade, e que começa a expressar, logo, essa afirmação é cada vez mais intensa em seu aspecto singular, e será objeto preponderante em seu comportamento, por toda sua vida. Escapar da dependência é fator fundamental para tornar-se um adulto saudável, refazendo-o de maneira a demonstrar tanto para os outros, como para si próprio, sua capacidade de dominar o ambienta, de modo que lhe traga satisfação de suas necessidades. Não queremos aqui justificar a pratica, mais a relação entre a dependência e a agreção pode ser o fator que explique a agressividade, é importante frisar que esse processo é muito análogo, as relações entre pessoas são baseadas em afirmações mútuas, a menos que alguma mutação biológica altere o caráter do individuo. Uma das dificuldades é a inexistência de uma linha divisória nítida entre o indivíduo doente e o criminoso, designar e compreender mais claramente os vários aspectos do comportamento, para então delinear com segurança a propensão desta prática odiosa. Algo é notório na manifestação deste impulso, é a satisfação do agressor ao estabelecer uma relação de poder, o prazer estar na obtenção do domínio, e na resposta pessoal que a prática proporciona ao agressor, independente de seu aspecto desastroso. Esse, contudo sem deixar de ser uma perturbação neurótica, confere ao pedófilo mesmo nesse estado de desordem a sensação de que é vitima do agredido, e ele o único agente motor da conduta humana. É importante dizer que estima-se em menos de 1% da população é cometido desse mal, e que é uma modalidade quase que exclusivamente masculina, sendo muito raro em mulher. O que é triste de se constatar, é que essa atitude aberrativa, e me desculpe o neologismo, são praticadas por pessoas da relação familiar, que goza da intimidade, do acesso as dependência da residência (mãe, pai, padrasto, entre outros familiares). A família tradicional, como grupo social, significa o encontro afetivo, e produtivo de um determinado tipo de pessoas. É preciso uma maior atenção com relação aos membros deste grupo, observar quanto ao exagero nas expressões dos afagos a criança e adolescente, que é o alvo no vácuo desta anomalia. Buscar perceber na verdade os sentimentos reais que se escondem sob uma tênue fachada de um comportamento tipicamente social. Essa imagem de perfeição, contudo, não surge do nada, trata-se de uma dinâmica psicológica e paradoxal, que confronta a lucidez de nossas mentes sadias. Devo confessar da minha dificuldade em tratar deste assunto, uma devido à escassez de material de pesquisa, a outra, da minha dificuldade de compreender que esse indivíduo precisa de ajuda. Preocupei-me em não fazer menção às instituições religiosas, que foram alvo de escândalos em um passado recente, onde os questionamento girava em torno de suas doutrinas rígidas. No meu entender nenhum seguimento institucional é promotor desta patologia, muito ao contrario, são vitimas, o pedófilo no afã de mascarar a doença se esconde na credibilidade de profissões e instituições sérias. Por ser uma doença tão arraigada nas estruturas sociais, onde emerge todo repudio e indignação, é preciso conhecer o contexto e de que maneira ela se instala, mais sem abrir mãos do combate as práticas, e o de fazer uso dos mecanismos de denúncia. E com isso produzir os meios para assumir um novo papel.
INSTITUIÇÕES PARA NOTIFICAÇÃO DE CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇA E ADOLESCENTES:
Conselho Tutelar
Juizado da Infância e da Juventude
Vara da Infância e da Juventude/ Ministério Público
Defensoria Pública
Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente
Conselho de Direito da Criança e do Adolescente
Secretaria de Saúde
Secretaria de Desenvolvimento social O nome pode variar de acordo com o Estado
Organização Não- Governamentais Ligadas a Defesa da Criança e do Adolescente
WWW.abrapia.org.br / abrapia@openlink.com.br
Número para denúncias sigilosas e gratuitas para todo país. 0800990500





sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

FLOR GENEROSA



"A construção da paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no amor, que tem suas raízes na gestação e na primeira infância, e se transforma em fraternidade e responsabilidade social. A paz é uma conquista coletiva. Tem lugar quando encorajamos as pessoas, quando promovemos os valores culturais e éticos, as atitudes e práticas da busca do bem comum."


Zilda Arns Neumann

O tempo há de amordaçar essa dor secular. Hoje o meu tempo, é homenagem, com rito de passagem, para aquela a quem a morte se morre, e a vida renasce na canção de ninar. Como foi bom vê-la viver assim, tirou de mim o medo de ir. Com seu sentido plural, sem se opor-se em ações singular; tirou de nossos lábios um canto de vitória e da vida um eterno cantar. Recordo-me da cantiga que diz: “Meus heróis morreram de overdose.” Medonha constatação, aquém valores invertem. Que legado deixa um herói, que morre chafurdado agonizante em seus conflitos? A heroína dopou minha mente, de respeito e amor ao próximo, plantou uma flor generosa e translúcida na soberba humana, sem se utilizar do púlpito ou mesmo batina. Fez das praças tribuna de honra, de gente simples cúmplices das causas, e de gestos poesia líricas. Se tivéssemos dado ouvidos, não haveria tamanha labuta, militariam mais anônimos no lirismo do afagar o peito, da infância o amenizar dos gemidos. Mais os poucos de ouvidos atentos, se desdobraram em socorro, como mães de oprimidos, como parteiras a gerar o mundo. Semente solidaria, és tu, ao sabor do vento, germina nas favelas dos guetos, nos redutos dos refugiados, dos feios, pobres, sem afeição. Foi tão grande cuidado, de súbito desamparado, do colo desprotegido. Em terra estrangeira ferido, com a dor mais brutal que um ser finge suportar. Ficamos órfãos de seus cuidados, em outras mãos o mesmo trato, herança do seu amar. Ferida de todos nós, nós desatar no peito pungente, agonia, angustia, silêncio, de um grito a nos escutar. Nossas lagrimas percorrem as veias sacras da resignação, remendos de palavras para desviar o curso de dormentes pensamentos. Da fisionomia pálida, um novo olhar paira em nosso semblante transformado. Agora tudo é ausência, medo, resto de silêncio, de algo que não sei explicar. Mais que se faz tão presente, como tremulas pernas de infância a dar os primeiros passos. Não tem hoje o sorriso aberto, as mãos firmes, os passos certos, todo resto é de humana banais miséria. Na força de seu exemplo reaprendendo. Somos agricultores a semear atitudes, temos o nosso tempo de plantar, nosso tempo de aprender, e se espalhamos nossas atitudes de dedicação, de esperança. Se entendermos que somos grandes quando ajudamos o outro a crescer. Ai sim verá no solo deste país, uma grande floresta solidária, Zilda Arns Neumann plantada em cada coração.



domingo, 24 de janeiro de 2010

Quando a razão se rende a fé


E o Sol se deteve, e a Lua parou até que o povo se vingou de seus inimigos. Não estar isso escrito no livro dos justos? O Sol, pois, se deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro.
(Josué, 10:13-14).

Aristóteles  filosofo grego (384-322 a.C.) imaginava a terra no centro do universo, com a lua, o sol e os planetas girando em volta. Durante muito tempo essa foi à compreensão; a teoria geocêntrica era a única idéia possível, muito em razão dos registros bíblicos, em parte irrefutável devido à precariedade de recursos, por outro lado não seria conveniente contrariar passagens bíblicas. Um sacerdote católico e astrônomo Nicolau Copérnico (1473-1543). Autor da obra: Da revolução das esferas celestes, textos estes editado no ano de sua morte. Contestava a teoria geocêntrica, sua afirmação contrariava interesses e as pessoas eram atingidas em suas convicções principalmente os religiosos. Você homem que se julga o centro de todas as coisas, não passa de um grão de areia no universo! Não quero relatar um fato apenas empreguinado de dados científicos, sem apresentar o homem na fronteira entre a fé e a razão, lúcido e insano, em uma arrogância existencial, como se este sozinho se bastasse.
O Dr. Robert Istrob, um astrofísico da Agencia Espacial norte-americana (NASA), desabafa em seu livro Deus e os Astrônomo, demonstra uma inquietação visível no trecho do seu livro:
“Para um cientista que viveu na crença da força da razão, a história termina como pesadelo. Ele escalou as montanhas da ignorância e estar a caminho do pico mais alto. E então, ao lançar-se além da última rocha, é bem vindo por um grupo de teólogos, que lá encontram sentados há centenas de anos.”
O texto relatado em (Josué 10:13-14), parece cenário de um filme de ficção cientifica, devido à gravidade do fenômeno; isto colocaria todo o sistema solar em total desordem. Uma interrupção na rotação terrestre, todos os outros planetas seria atingido em seu equilíbrio. Acontece que o único equivoco nesta informação é a compreensão geocêntrica, porque que era a percepção que havia na época, ao invés de heliocêntrica segundo o qual a terra e os demais planetas que se move entorno do sol. Na década de sessenta milhares de anos depois, em que o relato bíblico faz essas pontuações os Estados Unidos interessados em sair na frente na corrida espacial intencionam colocar um homem em órbita terrestre. O feito deveria ser logrado de êxito, assim os astrônomos precisariam calcular todo o movimento planetário. Qualquer erro nesses cálculos seria fatal, o astronauta vagaria no universo pela eternidade. Pra isso foi utilizado os mais sofisticados recursos, os mais avançados computadores, Goddard Space Flight Center da NASA (greenbellt, MB) se empenharam em recalcular as órbitas planetárias. A constatação foi desesperadora e inesperada, em todos os cálculos realizados ocorreu um erro de aproximadamente 12hs e 20 minutos. Este tempo não constavam no cronograma universal; especialistas em informática, analista de sistema revisaram programas, refizeram cálculos e ainda assim permanecia o problema. Foi convocado um grupo de peritos da IBM para diagnosticar possível defeito no computador, uma vez mais nada foi encontrado. O governo norte-americano faz pressão para uma resposta eficaz  nos resultados, depois que o Russo Yuri Gágarin é o primeiro homem a dar uma volta sobre a órbita da terra. Isso mexe com os brios dos americanos e o presidente Kennedy não se contenta apenas com um homem no espaço, a meta agora é a Lua.
O texto do antigo testamento é lembrado por um dos astrônomos da equipe (Harold Hill), quando freqüentava a escola bíblica dominical de uma igreja com sua avô, ouvia essa história. Este fato ele relata em seu livro “how to live like a king’s kid.” Com risinhos em canto de boca, ou mesmo com a expressão carregada de que tudo isso é um absurdo, o fato é, é que o universo congelou e o conteúdo bíblico era a única explicação plausível. Com a solução deste problema mesmo que ainda estivesse faltando 40 minutos uma grande parcela já se havia solucionado e o destino por capricho configurava um novo obstáculo. A universidade de Estocolmo descobriu que a inclinação da terra sofreu uma variação no dia 3 de maio de 1371 A.C. Mesmo não querendo admitir os relatos bíblicos como recomendação, as garimpagens pelas sagradas escritura foram de suma importância. Em Isaias 38:8 descobriram: “Eis que farei retroceder dez graus a sombra lançada pelo Sol declinante no relógio de Acaz. Assim, retrocedeu o Sol os dez graus que já havia declinado.”
O relógio de Acaz ao qual  se refere o texto era uma forma antiga de medir o tempo. Era uma ferramenta usada, que aproveitava a luz solar de maneira há contabilizar as horas; toda essa engenharia se dava pela projeção da sombra sobre uma haste metálica centrada em um semicírculo de cento e oitenta graus, assim permanecia durante as 12hs de exposição ao sol. Cada quinze graus equivaliam uma hora, é fácil deduzir que dez graus seriam o mesmo que 40 minutos, justamente o numero de minutos que faltava para o complemento ao somar-se o fenômeno relatado no livra de Josué. Sei que depois de toda essa exposição ainda me depararei com um grande numero de cético que busca nos conceitos humanos, razão pra sua existência. Mais pra esses que ver em si o limite do universo, deixo a célebre frase de Einstein: “Deus não joga dado.”


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

RETRATO FALADO


Nas gerações anteriores e posteriores as de meus pais, era mais simples aferir regras morais de comportamento sexual. Essa simplicidade era ditatorial, repreensível e resumível em uma regra única e absoluta: “Não!”
A forma extremada de sua aplicação advém do modelo burguês, difundido na Europa entre os séculos XVI e XIX. Tais idéias eram cômodas, isto é, eximir aos pais do constrangimento de juízos. O que deve ou não ser permitido, quando, como, com quem; o senso daquilo que deve ser proibido, ou mesmo evitado, passível de punição. A discussão a cerca do assunto não havia, uma vez que a repressão era diretiva, econômica de debates e construía de tabus. Com essa atitude o desenvolvimento psicossexual das crianças e dos adolescentes é comprometido, podendo acarretar danos estrutural de personalidade, além de manifestações das doenças psicosmáticas. É notório que este assunto é amplo e complexo, e nosso objetivo é de restringir, para mostrar o outro extremo desta orientação.
Com o avanço tecnológico, principalmente nos meios de comunicação, que se incumbe de ditar padrões de comportamento sexual, no meu ponto de vista muitas vezes inadequado, interferindo e causando conflito a famílias que pretende manter uma orientação menos livre, em detrimento daquelas condicionadas a nova realidade.
Uma emissora de televisão na contra mão do senso educacional, na sua grade de programas dirigido ao publico infante juvenil, tem uma novela que se propõe a descrever o universo do jovem adolescente. “É cômico se não fosse trágico,” um desses adolescentes contrai sífilis, em uma relação com uma jovem que já havia contaminado a outros meninos da escola. Pois bem, é esse mesmo o cenário da mensagem subliminar. Justamente um colégio, local aberto ao debate livre de idéias, responsável pela formação de cidadão consciente e de conduta democrática. Qual não foi a minha surpresa, o diretor que também acumula o cargo de professor, em um surto pedagógico espalha pelos os corredores do colégio maquininhas para aquisição indiscriminada e impulsiva de camisa-de-vênus,* (anticonceptivo destinado ao controle de natalidade). Essa atitude provocou a revolta de alguns pais de alunos, acusando o diretor de estimular a prática sexual na escola.
O que aconteceu com aquela velha e boa idéia, de que o sexo deve ocorrer dentro do relacionamento matrimonial? E que é uma relação intima de troca, que, portanto o sentimento deve estar à flor da pele, do contrario não passa de ações animalescas. Não se é de admirar a explosão de adolescentes grávidas que em via de regra absorve orientações equivocadas, de uma mídia preocupada em contabilizar lucros ao invés de esmerar-se na qualidade de suas informações. Nada contra o entretenimento, sei que a folha salarial por força de lei tem de ser viabilizada, mas que isso não impeça que seja pautada por uma conduta responsável. “O estrago não para por ai!” Um grupo de meninas do colégio se reúne para eleger o menino “pêra,”, ou seja, aquele que tem o bumbum maior. E ainda duas personagem vivem em busca do menino que havia contraído sífilis, cujo a fama é de pegador, que mais uma vez é reeleito o MPC ( Maior Pegador do Colégio). As meninas apresentam um quadro psicótico, com atitude que não condiz com maças dessa idade, é deprimente a postura de seus personagens que daria inveja a qualquer prostituta, a disputa entre as duas personagens para ver quem fica com o rapaz, é paranóica beirando as raias da loucura. E os pais na trama são meros coadjuvantes, alienados inexpressivo, com um comportamento permissivo, de quem não têm qualquer autoridade e de argumentos vencidos.
Essa emissora neste contexto presta um desserviço à sociedade ao apresentar o  jovem sem pespectiva, excêntrico e voltado para “idolatria” do corpo, da beleza eterna, do vigor, agressividade e da impetuosidade. Importa é enxergamos a adolescência em sua fase, e percebermos sua intricada relação com os fenômenos fisiológicos e anatômicos, para então margear as fronteiras que culminam nos componentes psicossociais deste mesmo processo. Entendo que o modelo tradicional é arcaico e de longe superado, mas entendo também que é necessário que a sociedade promova um debate amplo para buscar caminhos, e dar uma nova identidade, diferente desta sugerido pela trama. Há de se ter, um ponto de equilíbrio entre a liberdade e a libertinagem.

*Condom, camisinha ou camisa-de-vênus são alguns dos nomes dados à bainha de borracha (natural ou sintética) usada para revestir o pênis no coito. O termo condom parece vir ganhando preferência entre médicos e outros profissionais, pela conotação mais técnica. Preservativo é um sinônimo algo mais pretensioso e menos exato do que preventivo, já que o condom serve mais para prevenir do que preservar; mas ambos são entendidos em qualquer farmácia.
Há pelo menos três razões para tanta procura: 1) o condom é um dos recursos anticoncepcionais mais eficazes e não tem contra-indicação; 2) reduz grandemente o risco de contaminação venérea, seja qual for o parceiro infectado; 3) complementarmente, modelos especiais valem como acessórios, que alguns pares julgam melhorar as sensações do coito ou do coito anal. Além disso, é um anticoncepcional relativamente barato, fácil de usar e que pode ser guardado e levado com discrição. VIDA ÍNTIMA, ENCICLOPÉDIA DO AMOR E DO SEXO, ABRIL CULTURAL.

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